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Produção de Vídeo 360º

Oi pessoal! Hoje o tema será a produção de vídeos 360º que sem dúvida nenhuma vem sendo encarado como uma grande novidade no mercado audiovisual. Mas a verdade é que essas produções com câmeras 360 são só a ponta do iceberg.

Muitas coisas estão por vir com o aperfeiçoamento das técnicas, ainda em constante fase experimental. Mas se for considerar o vídeo 360 com o uso de um óculos VR (virtual reality), por exemplo, um novo universo se abre.

Se abre porque ali você pode inserir uma infinidade de artifícios como computação gráfica, objetos 3D, interações, inteligência artificial e qualquer coisa que você puder imaginar. Dizem alguns estudiosos, inclusive, que assim que esta tecnologia se popularizar, teremos um impacto até 3x maior do que foi a chegada da internet em nossas vidas. Ou seja, grandes mudanças estão por vir!

Mas, vamos com calma! Antes de chegar neste novo universo, é preciso dominar algumas técnicas básicas de uma gravação em 360. O que vem depois, depende do que você vai querer para sua produção, negócio ou produto.

Na hora de produzir seu roteiro 360, a primeira coisa que você deve considerar é que o espectador deixa de ser um mero espectador e passa a fazer parte da cena. Logo, sua preocupação maior deve ser: Onde vou posicioná-lo dentro da cena?

É natural que você queira colocar sua câmera no centro da cena, pensando que para o espectador será melhor, já que ele pode ter uma visão de todo o ambiente. Porém, isso pode fazer com que os detalhes ou peças-chave da sua produção fiquem distantes do olhar dele e passem desapercebidos. Portanto, sempre leve o posicionamento da sua câmera como uma premissa para sua produção.

Exemplo 1: Durante um take em que há um diálogo importante, é interessante que você posicione a câmera na altura dos olhos das personagens. Isso dará a sensação de que o espectador está literalmente participando da conversa.

produção de video 360
(* Imagem meramente ilustrativa: câmera 360 na altura dos olhos)

Exemplo 2: Numa cena em que o mocinho briga com o bandido, uma câmera posicionada no chão, dará a sensação de escala maior. Inconscientemente você transmite ao espectador que o mocinho é um “gigante” na hora de lutar.

produção de vídeo 360
(*imagem ilustrativa: câmera 360 na altura do chão)

Uma outra questão que difere bastante as produções em 360 graus das gravações com câmeras tradicionais é o movimento. O movimento de uma câmera 360, principalmente quando assistido num óculos VR, pode trazer alguns desconfortos para o usuário. Portanto é de extrema importância que você evite movimentos como tilts,  pans e rotações. No máximo, um movimento linear, lento e estável (por favor!).

Ainda nessa linha de raciocínio, é de extrema importante que você não utilize cortes rápidos de cena. Lembre-se que a tendência natural do espectador de um vídeo 360 é olhar tudo o que está em volta, se localizar. Então, dê tempo para que ele se ambiente antes de mudar de cena. Isso vai também vai evitar desconfortos como enjôo e tonturas durante o filme e proporcionar uma experiência mais rica.

Aí você diz: “Ahhh… entendi! Mas e se eu precisar chamar a atenção do espectador para alguma outra coisa durante uma determinada cena?”

Excelente pergunta!

Este é um outro ponto que muda nas produções em 360. Se nas gravações tradicionais você tem alguns artifícios de takes e do próprio roteiro para criar essa situação, no vídeo 360 você tem basicamente três caminhos: algum movimento do personagem que leve os olhos do espectador para onde você quer; algum artifício de iluminação para mostrar o que você quer que ele veja; algum barulho que chame a atenção pra onde você quer.

produção de vídeo 360
(*imagem ilustrativa: chamando a atenção para o expectador)

Este último ponto merece um post só pra ele e em breve o faremos. Digo isso porque, como a proposta do VR é uma experiência imersiva, o áudio é uma parte importantíssima para que a imersão seja completa. Falamos de uma tecnologia chamada “ambisonic sound system” ou “áudio espacial”. É uma espécie de evolução da reprodução 5.1 do seu “home theater”, por exemplo. Mas com a diferença de que falamos de 24 fontes de áudio e não de 5 (as cinco caixas + sobwoofer). Ah… e no seu fone de ouvido! Incrível!

(*imagem ilustrativa: imagem micro fone espacial – “ambisonic sound system”)

Enfim… Sem dúvida nenhuma, somar a sua capacidade de roteirizar e produzir um filme à essas pequenas regras/dicas, te trará um resultado muito interessante. Então, só pra reforçar o que acabamos de falar, segue um resuminho:

Pré-requisitos:

  • Pense como você quer que o espectador participe de cada uma das cenas
  • Pense em qual é o papel do espectador nesta cena
  • Chame a atenção do espectador com recursos de som, luz ou movimentos corporais das personagens/atores
  • Brinque com a escala. A câmera na altura dos olhos faz com que o espectador participe da cena. A câmera no chão deixa tudo maior e transmite a sensação de grandeza de tudo o que acontece em determinado take. A câmera no teto passa a sensação de onipresença. Explore estes artifícios!
  • Se for fazer movimentos com a câmera, lembre-se de que isto pode causar desconfortos físicos no espectador como enjôos e tonturas. A recomendação é de que estes movimentos sejam sempre lentos, lineares e estáveis
  • Dê tempo para que o espectador se localize na cena entre um corte e outro
  • O uso do “áudio espacial” é fundamental para que a experiência do usuário seja 100% imersiva.

Não recomendado:

  • Só posicione a câmera no centro da cena se aquilo realmente fizer sentido para o seu roteiro
  • Movimentos como: tilt, pans e rotações.
  • Cortes rápidos de cena.